Se você achava que a política regional estava calma, os últimos desdobramentos mostram que o Ministério Público e a Justiça começaram a agir. Do rolo da UPA em Assis ao escândalo do marqueteiro em Paraguaçu, o que vemos é uma região sob intervenção judicial.
👉🏼Assis: UPA sob intervenção e salários que assustam
A situação da prefeita Telma Spera subiu de tom. Após a Justiça suspender o contrato de R$ 21,3 milhões com a empresa Eder Hideki Pontes Munefica, a prefeitura teve que assumir o pagamento direto dos funcionários. O que chamou a atenção no último dia 17 de abril foi a folha de pagamento: médicos recebendo acima de R$ 30 mil, valor superior ao salário da própria prefeita. A Justiça investiga se a "emergência" para a contratação sem licitação foi fabricada, já que a crise com a gestora anterior era conhecida desde abril de 2025. Ainda muitos desdobramentos acontecerão.
👉🏼Ourinhos: Nada de arquivamento; o bloqueio de bens é real
Diferente do que alguns boatos sugeriam, o caso da 56ª FAPI está mais vivo do que nunca. O MP não só pediu o afastamento do prefeito Guilherme Gonçalves, como a Justiça manteve o bloqueio de bens dele e de secretários. A acusação é grave: um suposto esquema de desvios de R$ 1,3 milhão onde o dinheiro do estacionamento da feira teria caído direto na conta de parentes de membros do governo. No dia 14 de abril, Guilherme publicou um decreto de contingenciamento severo, cortando cargos, horas extras e eventos para tentar evitar um colapso financeiro. Guilherme ainda precisou lutar contra um pedido de impeachment pela Câmara, mas não avançou.
👉🏼Paraguaçu Paulista: A carona do marqueteiro e o pedido de cassação
O prefeito Antian Sasada enfrenta o momento mais delicado desde que foi reeleito. O Ministério Público Eleitoral não quer apenas multas, agora o parecer é pela cassação do mandato. A prova principal é o uso de veículos da Secretaria de Saúde para transportar o marqueteiro da campanha de Paraguaçu para Campinas em pelo menos 10 ocasiões. O MP classificou o ato como improbidade administrativa e abuso de poder, pedindo a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por 14 anos. O caso ainda segue.
👉🏼Marília: Vinicius Camarinha na mira do tribunal
Em Marília, o julgamento do prefeito Vinicius Camarinha entrou na reta final. O Tribunal de Justiça decide o futuro de Vinicius em uma ação penal por crime contra as finanças públicas. O MP pede a condenação com pena de 1 a 4 anos de reclusão por irregularidades em um plano de carreira aprovado em 2016, que não teria previsão orçamentária. Se condenado, Vinicius pode enfrentar um processo de cassação na Câmara ou até a perda do cargo por decisão judicial. O caso também segue.