📍 OURINHOS – A política na "Cidade Coração" vive dias de alta tensão. O vereador João Vitor Gonçalves da Silva (João Gonçalves), irmão do atual prefeito Guilherme Gonçalves, tornou-se o centro de uma investigação que apura lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. ⚖️ A operação, que ganhou força no final de abril, acendeu o alerta em toda a região do Vale do Paranapanema.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil localizou bens que, segundo as investigações preliminares, seriam incompatíveis com os rendimentos declarados pelo parlamentar. 🚔 Foram apreendidos veículos de luxo e valores em espécie. Um dos carros foi localizado em uma oficina, o que levanta suspeitas sobre a tentativa de ocultação de patrimônio. 💸
Foto: Negocião
Como já havíamos adiantado em matéria recente aqui no portal, o cerco não se fecha apenas em torno do Legislativo. O prefeito Guilherme Gonçalves também está sob a lupa do Ministério Público (MP). 🔍 As investigações buscam entender se há relação entre o crescimento patrimonial do vereador e contratos ou decisões da atual gestão municipal.
A proximidade sanguínea e política entre os dois principais personagens do caso coloca a administração de Ourinhos em uma situação delicada perante a opinião pública e os órgãos de controle. 🏛️⚠️
🎡 O "DNA" do escândalo: a conexão FAPI
As investigações apontam que o suposto enriquecimento ilícito do vereador João Gonçalves pode estar ligado ao que o Ministério Público descreve como um “esquema montado” para desvio de recursos da 56ª FAPI.
• O braço direito: Luiz Roberto Ferreira de Souza Júnior, conhecido como “Chileno” e ex-assessor do vereador, é apontado como um dos principais investigados. Segundo o MP, ele teria utilizado empresas para explorar receitas lucrativas da feira (como camarotes e estacionamento), enquanto a Prefeitura arcava com os custos.
• Contas pessoais: De acordo com a investigação, valores que deveriam ser destinados à FAPI teriam sido depositados em contas bancárias pessoais de assessores e familiares.
• Bloqueio de bens: Em fevereiro de 2026, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 1,3 milhão em bens do prefeito Guilherme Gonçalves, de “Chileno” e de outros envolvidos na apuração.
A operação recente da Polícia Civil contra o vereador João Gonçalves (com a apreensão dos carros de luxo e dinheiro vivo) é vista como um desdobramento para entender se o dinheiro "extraído" da FAPI foi lavado através da compra de patrimônio em nome do parlamentar.
Em nota, a defesa do vereador João Gonçalves afirma que as denúncias são "frutos de perseguição política" e baseadas em relatos anônimos sem fundamentação. O parlamentar garante que apresentará todos os documentos necessários para comprovar a legalidade de seus bens. O gabinete do prefeito Guilherme Gonçalves ainda não se manifestou detalhadamente sobre a investigação do MP. 📝