Lembra daquela novela dos 33% de gratificação para os Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI)? Pois bem, o roteiro ganhou um capítulo novo e, para muitos servidores, o final feliz está parecendo "pegadinha" de mau gosto. 🤡
O que está acontecendo?
A prefeita Telma Spera enviou à Câmara o Projeto de Lei nº 90/2026, que dispõe sobre a inclusão do cargo de ADI no quadro de gratificação por exercício de função técnica. No papel, parece que a promessa foi cumprida: o impacto financeiro está calculado e a prefeitura afirma que quer evitar "tratamentos desiguais".
Mas o "dedo na ferida" é este aqui: O anexo do projeto limita a gratificação dos ADIs a apenas alguns cursos superiores específicos: Administração de Empresas, Direito, Pedagogia e licenciaturas voltadas à Educação Infantil.
Onde mora a injustiça? 🤔
A grande polêmica que está inflamando os corredores da Educação e o Sindicato é a falta de critério isonômico. Veja só o contraste:
⏱️ Corrida contra o tempo
O projeto foi enviado com pedido de Regime de Urgência. Isso significa que a Câmara precisa votar rápido. O Sindicato dos Servidores já ligou o alerta e a pressão agora recai sobre os vereadores: eles vão aprovar o texto como está ou vão exigir que o ADI tenha o mesmo direito de "qualquer área superior" que os outros cargos já possuem?
A exposição de motivos diz que o objetivo é "evitar tratamentos desiguais", mas, do jeito que o anexo foi escrito, parece que o efeito é exatamente o contrário.
Olho no lance: O impacto anual previsto para essa gratificação é de cerca de R$ 1,39 milhão no primeiro ano. O dinheiro está lá, a vontade política (em teoria) também. Falta agora o ajuste fino para que a justiça seja feita por completo, sem letras miúdas e asteriscos.
Espaço aberto
O espaço do Assis Informa segue aberto caso a prefeitura queira esclarecer algum ponto.