Obras Lixo em Assis
🗑️ Prefeitura prepara licitação para terceirizar coleta de lixo em Assis; projeto prevê mudanças profundas
Administração municipal defende modernização do sistema, enquanto secretário de Obras confirma dificuldades da frota atual, alteração na frequência da coleta e custo mais alto para o novo modelo
13/05/2026 13h32 Atualizada há 4 semanas
Por: Redação

A Prefeitura de Assis dará até essa sexta-feira, 15, o primeiro passo oficial para terceirizar a coleta de lixo no município. A proposta prevê que o serviço, atualmente executado de forma direta pela administração municipal, passe a ser realizado por uma empresa privada.

📻 As informações foram detalhadas pelo secretário de Obras, Leandro Gabrigna, durante entrevista concedida à Rádio Difusora no programa A Hora da Notícia. E os pontos mais sensíveis da proposta, incluindo críticas ao serviço atual, aumento de custos e mudanças na rotina da população, partiram do próprio secretário ao explicar o projeto.

Segundo Gabrigna, a Prefeitura considera o modelo atual “deficitário” e defende uma modernização completa do sistema.

💬Eu tenho vergonha de falar, porque a coleta hoje é ruim. Precisamos modernizar”, afirmou o secretário durante a entrevista.


🚚 Frota antiga e dificuldades operacionais

Durante a entrevista, o secretário afirmou que a atual estrutura enfrenta sérios problemas mecânicos e logísticos.

🔧 Segundo ele, a cidade possui 14 caminhões, a maioria fabricada entre 2012 e 2014. Ainda de acordo com o secretário, já teve momentos em que apenas 6 veículos conseguiram sair para realizar a coleta devido às constantes manutenções.


🔄 O que muda com o novo modelo

A proposta apresentada pela administração prevê mudanças profundas na coleta de lixo em Assis.

📌 Entre elas:

⚠️ A mudança na frequência da coleta também foi confirmada pelo secretário durante a entrevista. O recolhimento deixará de ser diário e passará a ocorrer três vezes por semana.

🗑️ Outro ponto anunciado foi a chamada “conteinerização”. A meta da Prefeitura é que a empresa vencedora instale 500 contêineres por ano, chegando a 2.500 unidades até o fim do contrato.

📍Além disso, a Rua Rui Barbosa poderá receber contêineres subterrâneos.


💰 Aumento de custo foi admitido pelo secretário

Um dos pontos mais delicados da entrevista foi o custo do novo modelo.

📊 Segundo informações apresentadas pelo próprio secretário de Obras, o gasto mensal da coleta poderá saltar de aproximadamente R$ 1,5 milhão para cerca de R$ 2 milhões por mês.

💸 Na prática, isso representa um aumento estimado de R$ 500 mil mensais nos gastos públicos.

📉 A administração aposta que a concorrência entre empresas na licitação possa reduzir esse valor final.

⚠️ Mesmo assim, o próprio secretário reconheceu durante a entrevista que o novo sistema inicialmente terá custo superior ao modelo atual.


🗑Contêineres: solução moderna ou novo problema?

A Prefeitura defende que os contêineres fechados podem melhorar a limpeza urbana e evitar lixo espalhado por animais.

⚖️ Por outro lado, o novo modelo também levanta dúvidas

📌 Entre eles:

⚠️ A própria administração reconhece que haverá um período de adaptação.


👷 E os trabalhadores?

Outro tema abordado pelo secretário foi o futuro dos trabalhadores ligados à coleta.

Segundo ele:

⚠️ Não é possível garantir isso até que realmente ocorra, pois depende de diferentes interesses


🏗️ Além da terceirização da coleta, o projeto prevê ainda a implantação de 6 ecopontos para descarte de materiais volumosos e entulhos. Segundo o secretário, está previsto no edital.


⚖️ Debate político deve aumentar

🔥 A abertura do edital deve intensificar o debate político em Assis nos próximos dias.

Isso porque a terceirização envolve:

📻 E muitos dos pontos que devem gerar questionamentos públicos foram confirmados pelo próprio secretário de Obras durante entrevista à Rádio Difusora, incluindo:

📌 A publicação do edital deve abrir oficialmente a fase de apresentação de propostas pelas empresas interessadas.

⚠️Por se tratar de uma contratação administrativa e não da criação de uma nova taxa ou lei específica, a Prefeitura pode abrir o edital por meio do Poder Executivo, sem necessidade de votação na Câmara Municipal ou consulta popular obrigatória. O processo ocorre via licitação, dentro da competência administrativa da Prefeitura para organizar serviços públicos.