Cidades Paraguaçu Paulista
PARAGUAÇU PTA. | MP pede condenação de prefeito por improbidade administrativa
Documento protocolado nesta sexta-feira revela esquema de “Uber da Saúde” para marqueteiro e pede suspensão de direitos políticos por 14 anos
11/04/2026 13h54 Atualizada há 2 meses
Por: Redação

🥔 🔥A batata está assando em Paraguaçu Paulista. O Ministério Público (MPSP) protocolou as alegações finais de uma Ação Civil Pública que pode mudar o cenário político da cidade vizinha. O promotor Bruno Rodriguez Caldas pediu condenação pesada do prefeito Antônio Takashi Sasada, o Antian, além de outros três aliados por improbidade administrativa.  

“Uber da Saúde”? 🚐

A denúncia é daquelas de cair o queixo. Segundo o MP, a prefeitura teria usado carros e motoristas do Departamento de Saúde para fazer o transporte de Thiago Brás da Cunha, o marqueteiro da campanha de reeleição de Antian em 2024.  

Thiago morava em Campinas e, entre abril e julho daquele ano, teria "pegado carona" com o erário público em pelo menos 10 viagens de quase 450 km cada. O detalhe? Ele não era paciente. O MP afirma que o veículo ia buscá-lo na porta de um edifício residencial, sem qualquer finalidade sanitária.  

O que acontece se a Justiça der o "ok"? ⚖️

O pedido do Ministério Público é o chamado "combo completo" da Lei de Improbidade:  

Adeus cadeira: Perda da função pública (o prefeito deixa o cargo).  

Fora das urnas: Suspensão dos direitos políticos por até 14 anos.  

Multa no bolso: Pagamento de multa civil no valor do prejuízo apurado (R$ 9.669,50).  

Ficha suja: Proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais por 14 anos.  

Próximos passos: o jogo acabou? 🕒

Ainda não. Como o documento são as "Alegações Finais", funciona assim:  

1. Sentença à vista: Agora o processo vai para a mesa do juiz da 2ª Vara de Paraguaçu Paulista. Ele é quem decide se acata ou não os pedidos do MP.  

2. E o efeito? Se o juiz condenar agora, Antian ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça (TJSP). No entanto, o cerco está fechando: a esfera eleitoral já analisou o caso e o processo por lá já transitou em julgado (não tem mais como recorrer) com derrota para o prefeito.  

A defesa alega que o dinheiro das viagens foi devolvido, mas para o MP, o arrependimento veio tarde demais e a irregularidade já estava configurada.