🥔 🔥A batata está assando em Paraguaçu Paulista. O Ministério Público (MPSP) protocolou as alegações finais de uma Ação Civil Pública que pode mudar o cenário político da cidade vizinha. O promotor Bruno Rodriguez Caldas pediu condenação pesada do prefeito Antônio Takashi Sasada, o Antian, além de outros três aliados por improbidade administrativa.
“Uber da Saúde”? 🚐
A denúncia é daquelas de cair o queixo. Segundo o MP, a prefeitura teria usado carros e motoristas do Departamento de Saúde para fazer o transporte de Thiago Brás da Cunha, o marqueteiro da campanha de reeleição de Antian em 2024.
Thiago morava em Campinas e, entre abril e julho daquele ano, teria "pegado carona" com o erário público em pelo menos 10 viagens de quase 450 km cada. O detalhe? Ele não era paciente. O MP afirma que o veículo ia buscá-lo na porta de um edifício residencial, sem qualquer finalidade sanitária.
O que acontece se a Justiça der o "ok"? ⚖️
O pedido do Ministério Público é o chamado "combo completo" da Lei de Improbidade:
• Adeus cadeira: Perda da função pública (o prefeito deixa o cargo).
• Fora das urnas: Suspensão dos direitos políticos por até 14 anos.
• Multa no bolso: Pagamento de multa civil no valor do prejuízo apurado (R$ 9.669,50).
• Ficha suja: Proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais por 14 anos.
Próximos passos: o jogo acabou? 🕒
Ainda não. Como o documento são as "Alegações Finais", funciona assim:
1. Sentença à vista: Agora o processo vai para a mesa do juiz da 2ª Vara de Paraguaçu Paulista. Ele é quem decide se acata ou não os pedidos do MP.
2. E o efeito? Se o juiz condenar agora, Antian ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça (TJSP). No entanto, o cerco está fechando: a esfera eleitoral já analisou o caso e o processo por lá já transitou em julgado (não tem mais como recorrer) com derrota para o prefeito.
A defesa alega que o dinheiro das viagens foi devolvido, mas para o MP, o arrependimento veio tarde demais e a irregularidade já estava configurada.